Postagens populares

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Estudo USP comprova benefícios do chá verde



 
 
Resultado diz ainda que combinado com exercícios físicos de resistência a bebida ajuda no aumento da massa magra
O sobrepeso e a obesidade são os maiores problemas de saúde da atualidade, atingindo indivíduos de todas as classes sociais. Segundo o Ministério da Saúde, as taxas de sobrepeso nos brasileiros aumentaram significativamente nos últimos quatro anos, conclusão obtida após análise de um grupo de 54 mil pessoas adultas. Este estudo revelou que 51% dos homens e 42,6% das mulheres estavam acima do peso ideal. Já entre as crianças os números são ainda mais preocupantes, cerca de 15% dos meninos e 12% das meninas com idades entre 5 e 9 anos sofrem com a obesidade. Um índice quatro vezes maior do que há 20 anos.
O consumo de certos alimentos funcionais, que produzem efeitos metabólicos, fisiológicos e benéficos à saúde, pode funcionar como coadjuvante do controle de peso. Enquanto alguns desses alimentos são capazes de promover saciedade, caso das fibras, outros possuem ação termogênica e podem aumentar a oxidação de gorduras.
Um estudo clínico realizado por Gabrielle Aparecida Cardoso, aluna de pós-graduação de Ciência e Tecnologia dos Alimentos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP), comprovou que o consumo do chá verde, que possui ação termogênica e aumenta a oxidação de gorduras, é um importante aliado para a perda de peso, comprovando que o estilo de vida saudável continua sendo o principal aliado contra esse mal.
A pesquisa, orientada pela professora Jocelem Mastrodi Salgado, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN), comparou a taxa metabólica de mulheres com sobrepeso e obesidade grau I, pré e pós consumo de chá verde aliado ou não à prática de exercício físico resistido e avaliou a aceitabilidade da bebida, bem como possíveis reações adversas causadas pelo seu consumo.
O ensaio clínico duplo-cego e controlado por placebo envolveu 40 mulheres com índice de massa corporal entre 25 a 35 kg/m2 e faixa etária entre 20 e 40 anos.
A bebida analisada durante todo o estudo foi o chá verde solúvel da Sanavita®, indústria especializada no desenvolvimento de alimentos para fins especiais e funcionais. A opção por esse produto foi baseada em três fatores, dois dos quais ajudaram na adesão ao estudo, como a facilidade de preparo (pó solúvel em água – preparo instantâneo) e sabor agradável, uma vez que o produto é aromatizado e adoçado com sucralose. O terceiro fator de escolha foi o conteúdo de polifenóis, em média 160mg/porção.
As voluntárias foram divididas em quatro grupos e durante dois meses seguiram o protocolo de pesquisa. As mulheres do grupo 1 e grupo 2 tomaram chá verde solúvel ou placebo, respectivamente, e não realizaram nenhum tipo de atividade física. Já as voluntárias do grupo 3 e grupo 4 tomaram chá verde solúvel ou placebo, respectivamente, combinados com exercícios físicos de resistência. Tanto o chá verde solúvel como o placebo foram consumidos duas vezes ao dia.
Os resultados mostraram que as mulheres do grupo 1 perderam uma quantidade de peso relevante para o período do estudo (5,7 kg em média) com manutenção da massa magra. O grupo 2, que utilizou somente placebo, não perdeu peso, ganhou massa gorda e perdeu massa magra. Já o grupo 3, que consumiu chá verde solúvel associado a exercícios físicos de resistência, teve sua composição corporal modificada apresentando maior perda de gordura, maior ganho de massa muscular, maior aumento da força muscular e redução dos níveis de triglicérides superiores aos apresentados pelo grupo 4.
Além de proporcionar uma mudança na composição corporal, o consumo do chá verde Sanavita®, aliado aos exercícios, auxiliou na utilização da gordura corporal como fonte de energia e no aumento da massa magra. “O aumento da força muscular é maior quando o chá verde é consumido antes da prática dos exercícios propostos”, explica Gabrielle Cardoso.
Segundo a pesquisa, o chá verde é a segunda bebida mais consumida no mundo e contém grande quantidade de compostos que proporcionam uma série de benefícios à saúde. “Além de ser um importante aliado na luta contra a perda de peso, estudos estão mostrando que as substâncias antioxidantes encontradas nessa bebida são capazes de reduzir o risco de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de câncer, por exemplo, além de apresentarem um efeito protetor contra a radiação ultravioleta, a principal inimiga do envelhecimento”, complementa doutora Andrea Dario Frias, PhD em nutrição e Coordenadora do Centro de Pesquisa Sanavita.
A pesquisa ainda reforça que a ingestão do chá verde também suprime a utilização de carboidrato, que gera aumento na quantidade de glicogênio no músculo, auxiliando o aumento da resistência na corrida, e por ter menos lactato, há uma maior disposição física para continuar o exercício físico.
• Conclusão
O consumo de chá verde proporcionou uma mudança na composição corporal, com diminuição da gordura e consequente perda de peso, e manutenção da massa magra. Aliado à prática de exercícios físicos como a musculação causou um ganho de massa magra significantemente maior que o proporcionado pelo exercício físico + consumo de placebo e favoreceu uma maior perda de massa gorda, por mobilizar esta como fonte de energia.
O aumento da força muscular observada nos exercícios físicos de resistência foi maior quando o chá verde foi consumido anteriormente à sua prática.
Aliado ao treinamento físico de resistência, o chá verde auxiliou em uma maior perda de gordura e maior ganho de massa magra.

              
Efeito do consumo de chá verde (Sanavita®) ou placebo com ou sem a prática de exercício físico resistido sobre a medida da circunferência da cintura em mulheres com Índice de Massa Corporal entre  25 a 35Kg/m2 e faixa etária entre 20 - 40 anos

Cardoso, G.A. Efeito do consumo de chá verde aliado ou não ao treinamento de força sobre a composição corporal e taxa metabólica de repouso em mulheres com sobrepeso ou obesas. Dissertação (Mestrado) - Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - USP, Piracicaba, 2011. 128 p.

   Dra. Jancem Mastrodi salgado         
Professora Titular de Nutrição do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da ESALQ/USP/Piracicaba onde orienta trabalhos de pesquisa a nível de Pós-Doutorado, Doutorado, Mestrado e Iniciação Científica para alunos do Brasil e do Exterior.


Fonte:   http://www.jocelemsalgado.com.br/
Efeito do consumo de chá verde (Sanavita®) ou placebo com ou sem a prática de exercício físico resistido sobre a massa magra de
mulheres com Índice de Massa Corporal entre
25 a 35Kg/m2 e faixa etária entre 20 - 40 anos


Efeito do consumo de chá verde (Sanavita®) ou placebo com ou sem a prática de exercício físico resistido sobre a gordura corporal de mulheres com Índice de Massa Corporal entre 25 a 35Kg/m2 e faixa etária entre 20 - 40 anos

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Usar remédio contra diabetes para emagrecer tem alto risco, alerta Anvisa

Lançado em 2009 na Europa, a liraglutida (substância contida no Victoza) tem sido prescrita por endocrinologistas nos últimos meses no Brasil para pessoas que querem perder peso, mas não são necessariamente portadores de diabetes tipo 2

FOLHA.COM 09/09/2011 20h30
Em nota emitida na quinta-feira (8), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirma que o medicamento Victoza "não é indicado para emagrecimento" e que seu uso para "qualquer outra finalidade que não seja como antidiabético caracteriza elevado risco" para a saúde.
Remédio para diabetes não deve ser usado como emagrecedor, diz Anvisa
Lançado em 2009 na Europa, a liraglutida (substância contida no Victoza) tem sido prescrita por endocrinologistas nos últimos meses no Brasil para pessoas que querem perder peso, mas não são necessariamente portadores de diabetes tipo 2.
Mas, segundo a nota da agência, assinada por seu presidente, Dirceu Barbano, não existem estudos que "comprovem qualquer grau de eficácia" para "redução de peso e tratamento de obesidade".
Além disso, os efeitos colaterais do medicamento injetável ainda não são completamente conhecidos.
"Este produto é um medicamento novo e, embora pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos", diz a própria bula do produto, citada no texto.
Alguns dos possíveis "eventos adversos" criados pelo uso do Victoza são hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarreia, diz a nota, motivada por uma reportagem publicada na última edição da revista "Veja".
"Além destes eventos destacam-se outros riscos: pancreatite [inflamação do pâncreas], desidratação e alteração da função renal e distúrbios da [glândula] tireoide, como nódulos e casos de urticária."
Há ainda um outro estudo, não finalizado, para "confirmação da segurança cardiovascular da liraglutida". A Novo Nordisk, empresa que produz o Victoza, também incluiu, em junho, a "alteração da função renal como um potencial efeito adverso" do medicamento.
Outro provável problema se refere à resposta do sistema imunológico à liraglutida --ela causa o risco de alergia, anafilaxia e "efeitos inesperados mais graves".
Lei abaixo a íntegra da nota:
"Esclarecimentos sobre o risco do uso inadequado do produto Victoza:
Em relação à reportagem intitulada "Parece Milagre", edição número 2.233 da revista VEJA, de 07/09/2001, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclarece que o Victoza é um produto "biológico". Ou seja, trata-se de uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida. O medicamento, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk, foi aprovado pela Anvisa para comercialização no Brasil em março de 2010, com a finalidade de uso específico no tratamento de diabetes tipo 2. Portanto, seu uso não é indicado para emagrecimento.
A indicação de uso do medicamento aprovada pela Anvisa é como "adjuvante da dieta e atividade física para atingir o controle glicêmico em pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2, para administração uma vez ao dia como monoterapia ou como tratamento combinado com um ou mais antidiabéticos orais (metformina, sulfoniluréias ou uma tiazollidinediona), quando o tratamento anterior não proporciona um controle glicêmico adequado".
Por tratar se de um medicamento "biológico novo", o Victoza, assim como outros medicamentos dessa categoria, estão submetidos a regras específicas tanto para o registro quanto para o acompanhamento de uso após o registro durante os primeiros cinco anos de comercialização. Além disto, o produto traz a seguinte advertência no texto de bula: "este produto é um medicamento novo e, embora pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso informe seu médico."
Para o registro do produto foram apresentados os relatórios de experimentação terapêutica com estudos não clínicos e clínicos Fase I, Fase II e Fase III comprovando a eficácia e segurança do produto, para o uso específico no tratamento de diabetes tipo 2.
É importante destacar que além dos estudos apresentados para o registro, encontra-se em andamento um estudo Fase IV (pós registro) para confirmação da segurança cardiovascular da liraglutida. Os resultados deste estudo podem trazer novas informações a respeito da segurança do produto.
O laboratório fabricante já enviou à Anvisa três relatórios sobre o comportamento do produto, trata-se do documento conhecido como PSUR (Relatório Periódico de Farmacovigilância). Além disto, o Novo Nordisk decidiu incluir, em junho de 2011, em seu Plano de Minimização de Risco (PMR) a alteração da função renal como um potencial efeito adverso do uso da medicação.
Nos estudos clínicos do registro e nos relatórios apresentados à Anvisa foram relatados eventos adversos associados ao Victoza, sendo os mais frequentes: hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarreia. Além destes eventos destacam-se outros riscos, tais como: pancreatite, desidratação e alteração da função renal e distúrbios da tireoide, como nódulos e casos de urticária.
Outra questão de risco associada aos produtos biológicos são as reações de imunogenicidade, que podem variar desde alergia e anafilaxia até efeitos inesperados mais graves. No caso da liraglutida a mesma apresentou um perfil de imunogenicidade aceitável para a indicação como antidiabético, o que não pode ser extrapolado para outras indicações não estudadas, por ausência de dados científicos de segurança neste caso.
Para o caso de inclusão de novas indicações terapêuticas deve-se apresentar estudo clínico Fase III comprovando a eficácia e segurança desta nova indicação.
A única indicação aprovada atualmente para o medicamento é como agente antidiabético. Não há até o momento solicitação na Anvisa por parte da empresa detentora do registro de extensão da indicação do produto para qualquer outra finalidade. Não foram apresentados à Anvisa estudos que comprovem qualquer grau de eficácia ou segurança do uso do produto Victoza para redução de peso e tratamento da obesidade.
Conclui-se pelos dados expostos acima que desde a submissão do pedido de registro a aprovação do medicamento para comercialização e uso no Brasil, a Anvisa fez uma análise extensa e criteriosa de todos os dados clínicos que sustentam a aprovação das indicações terapêuticas do produto contendo a substância liraglutida, através da comprovação de que o perfil de eficácia e segurança do produto é aceitável para indicação terapêutica como antidiabético.
A Anvisa não reconhece a indicação do Victoza para qualquer utilização terapêutica diferente da aprovada e afirma que o uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como anti-diabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população."

FONTE:

Brasil, Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Anvisa proíbe consumo de chá sete ervas e 8 fitoterápicos

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Proteção contra o Alzheimer

Estudo revela que adotar uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos e não fumar, entre outros hábitos saudáveis, reduz pela metade a chance de desenvolver a doença

Francisco Alves Filho
chamada.jpg
Apesar de sentir certa nostalgia, Clemente Alves, 74 anos, tenta não ceder à saudade dos tempos em que tinha vida social intensa com sua mulher, Thereza, de 72. Fazia com ela muitas viagens, iam a restaurantes, se divertiam. A esposa continua a seu lado, mas não é mais a mesma companheira. Tem sérias falhas de memória, por vezes demora a reconhecê-lo. Em outubro de 2004, Thereza foi diagnosticada como portadora da doença de Alzheimer. Isso mudou a vida do casal. A mulher ativa, que por muitos anos trabalhou como contadora e depois da aposentadoria tinha como hobby o turismo, tornou-se dependente. “No início foi muito difícil”, admite Alves. Com a ajuda das filhas e dos médicos, ele aprendeu a lidar com o problema. “Hoje, quando chego em casa, faço festa para ela, puxo para dançar”, conta. “Não me importo se ela não entende o que estou fazendo.”

A tendência é de que histórias tocantes como a de Thereza e Clemente sejam cada vez mais comuns no Brasil daqui em diante – a doença se manifesta na terceira idade, faixa etária que cresce no País. “Estamos começando a passar pelo que a Europa e os Estados Unidos passaram há 20 anos”, atesta o neurologista Paulo Caramelli, da Universidade Federal de Minas Gerais. Hoje, a estimativa é que 1,2 milhão de pessoas têm Alzheimer no País. Em lugares onde a longevidade há muitos anos está alta, a doença é um tema frequente. Pesquisa feita com 2.678 adultos dos EUA, da França, Alemanha, Espanha e Polônia pela Escola de Saúde Pública de Harvard e pela instituição Alzheimer Europe revela que a enfermidade é a segunda doença mais temida, citada por 25% dos entrevistados. Ficou atrás somente do câncer.
img1.jpg
CARINHO ESPECIAL
Com ajuda dos médicos, Clemente aprendeu a cuidar da esposa, Thereza
Os cientistas, no entanto, têm boas notícias: cuidados preventivos podem evitar até 50% das ocorrências e há estudos para a criação de técnicas de diagnóstico cada vez mais precoce. Um dos estudos mais importantes neste aspecto foi realizado na Universidade da Califórnia (EUA) e divulgado recentemente. Os pesquisadores chegaram à lista dos principais fatores de risco para a doença. Basicamente, são os mesmos vilões responsáveis pela maior parte dos casos de outras doenças importantes, como as cardiovasculares: tabagismo, obesidade e sedentarismo entre eles (leia quadro).

A grande diferença está no principal fator de risco. Manter baixa atividade cerebral e possuir baixa escolaridade são as mais fortes ameaças. Para se ter uma ideia, os pesquisadores concluíram que indivíduos em situação oposta a essa – ou seja, estimulados intelectualmente e com alta escolaridade – apresentam 14% menos chance de ter a enfermidade. Na conta final, os cientistas mostraram que evitar os sete fatores de risco citados na pesquisa pode diminuir o número de casos à metade.

O trabalho provou, mais uma vez, a importância de seguir uma rotina de hábitos saudáveis também para a proteção do cérebro. De fato, diversas pesquisas demonstraram, por exemplo, o poder dos exercícios e dos alimentos nessa função. De formas distintas, eles contribuem para o bom funcionamento dos neurônios, as células nervosas que são o alvo de destruição do Alzheimer – a doença causa a sua morte.

Há também avanços consideráveis nas pesquisas que buscam formas de diagnosticar a enfermidade mais precocemente. Este é um objetivo urgente. Atualmente, o diagnóstico é feito a partir de avaliação clínica, testes de memória e exame de ressonância magnética. A ausência de ferramentas mais eficientes acaba muitas vezes atrasando o início do tratamento – o que só piora o prognóstico. Por isso, há uma corrida da ciência à procura, entre outras coisas, de substâncias específicas que sirvam como marcadores da doença. O nível de concentração de uma determinada proteína, por exemplo, poderia servir como indicação do início da enfermidade.
img.jpg
COMBATE À DOENÇA
Após o diagnóstico, Dilton iniciou rotina de exercícios físicos
Outro foco é usar com mais precisão as informações obtidas por exames de imagem. Nesse sentido, cientistas do Rush University Medical Center (EUA)deram um passo importante. Eles concluíram que a análise da anatomia do cérebro permite prever o Alzheimer com uma década de antecedência. Indivíduos com algumas áreas do cérebro mais finas teriam três vezes mais chances de desenvolver a doença. Os cientistas continuam o estudo para tornar o método disponível.

O Alzheimer ainda não tem cura. O que se consegue é retardar sua progressão – daí a urgência em detectá-lo o quanto antes possível. Felizmente, esse foi o caso do aposentado Dilton de Oliveira, 69 anos, que há três anos soube que tinha a doença. Imediatamente, sua mulher, Valdiva Fontenele, o matriculou numa academia de ginástica e ele também foi encaminhado para uma terapia cognitiva (estimula o raciocínio). Desde então, Dilton vive de segunda a sexta entre sessões de alongamento, musculação, hidroginástica e os cuidados de uma terapeuta. “Ainda saímos para ir ao teatro, ao restaurante e passamos os fins de semana numa casa na serra”, diz Valdiva.

Manter-se ativo é uma das premissas para atrasar o avanço da doença. “Mas é comum vermos o inverso: idosos com Alzheimer que passam o dia sentados assistindo à tevê”, lamenta o geriatra André Jaime, do Hospital São Luiz, de São Paulo. “Isso não estimula a atividade cerebral”, diz. Outra abordagem de tratamento é feita com remédios que atuam sobre uma substância cerebral que participa do processo de distribuição dos impulsos nervosos, ajudando a fazer a comunicação entre os neurônios.

Mais recentemente, ganhou destaque nas preocupações dos médicos a necessidade de assistência aos cuidadores, as pessoas responsáveis pelos cuidados aos pacientes. A sobrecarga em relação a elas é um efeito colateral frequente. A paulista Terezinha Oliveira teve sua vida revirada depois que seu pai, Rosalvo, 87 anos, passou a apresentar sintomas. Ela se mobilizou para ajudar a mãe, Paulina, que tem 83 anos. Divide seu tempo entre a administração da empresa que tem com o marido, a educação das duas filhas e os cuidados com o pai. “Quando ele precisa, largo tudo e saio correndo”, diz. “Me sinto estressada e nos fins de semana o cansaço piora, pois não temos cuidadora nesses dias.” Para contar sua experiência, ela criou o blog “Meu pai e o Alzheimer”.

Muitos cuidadores esquecem da própria saúde. “Mas é preciso que eles saibam que é primordial manter-se saudável”, recomenda Eliana Faria, da seção fluminense da Associação Brasileira de Alzheimer, cuja mãe tem a doença. “Eles têm que ter apoio psicológico e clínico, fazer exercícios e participar de grupos nos quais troquem experiências com pessoas que têm o mesmo problema.”
g.jpg

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Endocrinologista e consultor do Bem estar tirou dúvidas da internet sobre perda de peso.

Remédio para emagrecer dificilmente causa dependência, diz HalpeShake pode substituir refeição até 4 vezes por semana, segundo médico.

Do G1, em São Paulo
Logo após o Bem Estar desta segunda-feira (16/05/11), o endocrinologista e consultor Alfredo Halpern respondeu a perguntas sobre perda de peso e efeito sanfona.
Segundo o especialista, o metabolismo geral de um indivíduo é a soma do metabolismo em repouso (70% do total de queima calórica, variável de pessoa para pessoa), do metabolismo da atividade física e do metabolismo responsável pela queima do que se come (proteínas são mais facilmente consumidas que carboidratos e gorduras).
O metabolismo da atividade física pode ser acelerado, e os exercícios também ajudam a aumentar os músculos e a massa magra do corpo. Suplementos alimentares não fazem ganhar massa muscular – o que faz isso é ganhar peso e malhar. Ao engordar, uma pessoa adquire metade do peso em gordura e metade em massa magra. Hormônio do crescimento, testosterona e anabolizantes podem elevar o percentual de músculos, mas prejudicam a saúde e podem até matar.
Perder e ganhar peso continuamente também pode deformar o corpo e causar estrias (rompimento de fibras embaixo da pele), por isso essa oscilação deve ser evitada. Em algumas mulheres, anticoncepcionais podem engordar – e em geral não adianta mudar de marca. As que têm essa tendência também correm maior risco de ganhar peso na gravidez.
 Shakes ajudam a emagrecer, disse Halpern. Esses produtos contêm nutrientes e uma quantidade de calorias menor que as de uma refeição normal. Mas é preciso ficar atento à procedência deles e fazer a substituição por shakes no máximo três ou quatro vezes por semana.
De acordo com Halpern, o fator emocional, como ansiedade, o estresse e a depressão, também influencia no ganho e também na perda de peso.
Por fim, o médico disse que remédios para emagrecer dificilmente causam dependência, como é o caso dos anfetamínicos. Pacientes com histórico de dependência – por álcool ou drogas – não devem tomar esses medicamentos.
Halpern criticou o preconceito que existe contra obesos e remédios para emagrecer, cuja aprovação pela Associação Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é mais difícil que outros, sob alegação de dependência, problemas de pressão e frequência cardíaca, entre outros problemas. De acordo com ele, todos os remédios podem ter efeitos colaterais, não apenas esses.
Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2011/05/shakes-podem-substituir-refeicoes-ate-4-vezes-por-semana-diz-halpern.html